Fórum debate qualificação de serviços secundários de saúde no DF

Nesta terça-feira (30), foi realizado o Fórum Distrital de Modelagem da Atenção Ambulatorial Especializada, na sede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O objetivo do encontro foi debater as diretrizes e formas de organização da Atenção Secundária, sob a perspectiva de instituir uma Política Distrital de Atenção Especializada em Saúde.

O fórum foi idealizado pela Gerência de Serviços Ambulatoriais, juntamente com a Diretoria de Atenção Secundária e Integração de Serviços (Dasis) e a Coordenação de Atenção Secundária e Integração de Serviços (Coasis).

Com palestras e mesa redondas durante todo o dia, o evento contou com a presença de Lara Nunes, subsecretária da Atenção Integral à Saúde representando a secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio; Rodrigo Lacerda, da coordenação técnica da Secretaria do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde; Luciano Agrizzi, secretário adjunto de Assistência à Saúde; Izabella Morais, coordenadora da Atenção Secundária e Integração de Serviços; Rodrigo Cariri, coordenador-geral de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde; René Santos, coordenador do Conselho Nacional de Secretários de Saúde; e Domingos de Brito Filho, presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal.

De acordo com a subsecretária da Atenção Integral à Saúde, Lara Nunes, o debate possibilita a criação de propostas concretas à população. “O fórum impactará os serviços da ponta e o usuário vai observar os resultados. A modelagem tem como missão qualificar e consolidar a atenção especializada no DF e fortalecer ainda mais o SUS [Sistema Único de Saúde]”, ressaltou.

A Atenção Ambulatorial Secundária (AASE) é o conjunto de ações e serviços especializados em nível ambulatorial, que compreende serviços de apoio diagnóstico e terapêutico

O diagnóstico situacional da Atenção Ambulatorial Secundária no DF, que deu base à modelagem, contou com eixos como: oferta de serviços, fluxos de acesso, estrutura física e força de trabalho. Segundo a coordenadora da Atenção Secundária e Integração de Serviços, Izabella Araújo de Morais, a modelagem contribuirá na elaboração da política distrital.

A próxima etapa será a oficina de modelagem das Regiões de Saúde, previstas para fevereiro e abril. O lançamento da Política Distrital de Atenção Ambulatorial Especializada deve ocorre no segundo semestre deste ano.

Atenção Secundária

A Atenção Ambulatorial Secundária (AASE) é o conjunto de ações e serviços especializados em nível ambulatorial, que compreende serviços de apoio diagnóstico e terapêutico. É composta, entre outros, por 17 policlínicas, três Centros Especializados para Atenção às Condições Crônicas, três centros especializados em reabilitação, 14 centros de especialidade odontológicas, 19 Centros de Especialidades para Atenção às pessoas em Situação de Violência (Cepav), 18 centros de Atenção Psicossocial (Caps), um Ambulatório Trans e dois Centros Especializados em Saúde Mental Infanto-Juvenil.

De acordo com o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Luciano Agrizzi, o fórum possibilita ajustes organizacionais e a padronização dos serviços. “Com o fórum, a gente vai elevar o nível de assistência, objetivando a organização do fluxo, melhoria da gestão e melhoria de acesso que é o principal ponto para a população”, disse.

O gestor ressaltou ainda a importância da Atenção Secundária no cuidado a pacientes crônicos, principalmente após a pandemia. Com a criação de uma política, a expectativa é otimizar a angariação de recursos e a qualificação da atenção secundária. “A essência de hoje é o fortalecimento da rede”, reforçou Agrizzi.

Para o coordenador-geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Rodrigo Cariri, a elaboração da política é essencial para reunir impressões, contribuições e colaborações de quem atua diariamente na gestão da saúde do DF. Com isso, a previsão é ofertar um melhor serviço aos usuários.

“Um novo modelo de financiamento ajuda a organizar melhor os fluxos de acesso aos pacientes, a gestão da regulação do acesso, de encaminhamento do paciente da Atenção Primária para a Atenção Especializada, e garante o atendimento em tempo oportuno, resolutivo e equânime”, detalhou.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Fonte: Agência Brasília

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